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| terça-feira, maio 31, 2005 |
| PSD - CARLOS MARQUES DE NOVO |
Carlos Marques, actual vereador do Partido Social Democrata (PSD), naCâmara Municipal de Salvaterra de Magos vai ser o candidato do PSD às próximas eleições autárquicas, pois os social democratas não conseguiram encontrar outra alternativa mais jovem. Segundo a Comissão Politica Distrital do PSD, a candidatura de Carlos Marques pode vir a ter um óptimo resultado nas próximas eleições autárquicas, uma vez que ele é uma pessoa que goza de uma boa imagem no concelho de Salvaterra. JC
Para Comentar: salvaterraefixe@hotmail.com |
Postado por José Peixe @ 18:12   |
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| 1 Comments: |
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CARTA ABERTA a Ana Cristina Ribeiro
Ex.ma Srª Presidente,
Permita-me a ousadia de me apropriar deste espaço para partilhar consigo algumas ideias que, julgo, já terão passado pela mente de muitos habitantes do concelho que V. Ex.cia preside. Tenho a certeza que estas linhas chegar-lhe-ão às mãos (ainda que possa ser por via de terceiros). Mas fica, desde já, manifestada a minha melhor das intenções.
1) Gostava que a Srª Presidente tivesse o privilégio de ler esta missiva num dos Espaço de Internet que, porventura, poderiam estar instalados em algumas (não digo sequer todas) as freguesias do concelho de Salvaterra. Mas um Espaço de Internet a sério; não falo de um único computador disponível nas Juntas de Freguesia, para utilização somente em horário laboral;
2) Gostava que a minha Câmara Muncicipal tivesse a sua página de internet. Srª Presidente: a «web» foi descoberta há 20 anos, no Laboratório de Pesquisa Nuclear (vulgo CERN, situado na Suiça) e a tecnologia está praticamente disseminada por todo o mundo;
3) Gostava que a denominação «serviços públicos online» fosse devidamente vulgarizada e que não passasse de uma coisa demasiada virtual. O acesso a serviços básicos (como pedir uma simples certidão ou mesmo requerer algum tipo de informação) facilitaria a vida ao comum dos mortais. Está agora a Srª Presidente a ver qual a utilidade dos Espaços de Internet nas freguesias? Mais: invista-se na formação das pessoas. O conhecimento não escolhe idade e o recurso às novas tecnologias é uma ferramente essencial ao desenvolvimento de qualquer região.
4) Gostava de evitar deslocações ao meu Centro de Saúde, às 5h00 da manhã, para ter uma simples consulta. E isto sem garantias de que serei atendido. Srª Presidente: sabe V. Ex.cia, realmente, quantas vezes por semana é que o meu médico se desloca ao Centro de Saúde? Não respondo. Porque a resposta envergonha qualquer um. O diálogo com a Adm. Regional de Saúde deveria existir;
5) Gostava que os mais idosos (falo dos doentes acamados) tivessem acesso a serviços médicos ao domicílio. Nem que o serviço fosse prestado de 15 em 15 dias, por um enfermeiro. A presença de um psicólogo, nos Centros de Saúde, seria igualmente uma inestimável ajuda para todos;
6) Gostava de ver cinema e teatro no meu concelho. Estou a pensar, Srª Presidente, em espaços propositadamente concebidos para o efeito. Basta reabilitar os que possam (ainda) existir. Este é o ponto de partida para que as populações possam dinamizar as suas freguesias com a criação de grupos teatrais, mostras de artesanato, exposições individuais ou colectivas. Não acho que a ideia seja absurda. Absurdo é as pessoas continuarem com estilos de vida monótonos, incapazes de erguer a cabeça e pôr mãos-à-obra. Para quando um primeiro «empurrão» a sério por parte da autarquia?
7) Gostava de ver o poder político local mais empenhado, virado para as necessidades reais das pessoas. Gostava que a política em Salvaterra não vivesse sistematicamente em prol da intriga e do «diz-que-disse». Gostava que, um dia, os meus filhos crescessem num concelho próspero, desenvolvido, saudável, com acesso aos serviços básicos de saúde, com boas infraestruturas desportivas, com actividades culturais nas quais pudessem participar.
Srª Presidente: os meus singelos «desejos», em linguagem política, traduzem-se em «linhas de acção passíveis de concretização». Bem sabemos que os fracos recursos económicos são sempre uma barreira difícil de ultrapassar. Mas a união faz a força; e é a união que falta ao concelho de Salvaterra de Magos. Atreva-se a sair mais vezes do seu Gabinete e encare a realidade. Certamente que a conhece melhor do que qualquer um de nós. E certamente poderá fazer MUITO MAIS do que qualquer um de nós. Com todo o respeito e consideração,
Abílio Ribeiro
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CARTA ABERTA a Ana Cristina Ribeiro
Ex.ma Srª Presidente,
Permita-me a ousadia de me apropriar deste espaço para partilhar consigo algumas ideias que, julgo, já terão passado pela mente de muitos habitantes do concelho que V. Ex.cia preside. Tenho a certeza que estas linhas chegar-lhe-ão às mãos (ainda que possa ser por via de terceiros). Mas fica, desde já, manifestada a minha melhor das intenções.
1) Gostava que a Srª Presidente tivesse o privilégio de ler esta missiva num dos Espaço de Internet que, porventura, poderiam estar instalados em algumas (não digo sequer todas) as freguesias do concelho de Salvaterra. Mas um Espaço de Internet a sério; não falo de um único computador disponível nas Juntas de Freguesia, para utilização somente em horário laboral;
2) Gostava que a minha Câmara Muncicipal tivesse a sua página de internet. Srª Presidente: a «web» foi descoberta há 20 anos, no Laboratório de Pesquisa Nuclear (vulgo CERN, situado na Suiça) e a tecnologia está praticamente disseminada por todo o mundo;
3) Gostava que a denominação «serviços públicos online» fosse devidamente vulgarizada e que não passasse de uma coisa demasiada virtual. O acesso a serviços básicos (como pedir uma simples certidão ou mesmo requerer algum tipo de informação) facilitaria a vida ao comum dos mortais. Está agora a Srª Presidente a ver qual a utilidade dos Espaços de Internet nas freguesias? Mais: invista-se na formação das pessoas. O conhecimento não escolhe idade e o recurso às novas tecnologias é uma ferramente essencial ao desenvolvimento de qualquer região.
4) Gostava de evitar deslocações ao meu Centro de Saúde, às 5h00 da manhã, para ter uma simples consulta. E isto sem garantias de que serei atendido. Srª Presidente: sabe V. Ex.cia, realmente, quantas vezes por semana é que o meu médico se desloca ao Centro de Saúde? Não respondo. Porque a resposta envergonha qualquer um. O diálogo com a Adm. Regional de Saúde deveria existir;
5) Gostava que os mais idosos (falo dos doentes acamados) tivessem acesso a serviços médicos ao domicílio. Nem que o serviço fosse prestado de 15 em 15 dias, por um enfermeiro. A presença de um psicólogo, nos Centros de Saúde, seria igualmente uma inestimável ajuda para todos;
6) Gostava de ver cinema e teatro no meu concelho. Estou a pensar, Srª Presidente, em espaços propositadamente concebidos para o efeito. Basta reabilitar os que possam (ainda) existir. Este é o ponto de partida para que as populações possam dinamizar as suas freguesias com a criação de grupos teatrais, mostras de artesanato, exposições individuais ou colectivas. Não acho que a ideia seja absurda. Absurdo é as pessoas continuarem com estilos de vida monótonos, incapazes de erguer a cabeça e pôr mãos-à-obra. Para quando um primeiro «empurrão» a sério por parte da autarquia?
7) Gostava de ver o poder político local mais empenhado, virado para as necessidades reais das pessoas. Gostava que a política em Salvaterra não vivesse sistematicamente em prol da intriga e do «diz-que-disse». Gostava que, um dia, os meus filhos crescessem num concelho próspero, desenvolvido, saudável, com acesso aos serviços básicos de saúde, com boas infraestruturas desportivas, com actividades culturais nas quais pudessem participar.
Srª Presidente: os meus singelos «desejos», em linguagem política, traduzem-se em «linhas de acção passíveis de concretização». Bem sabemos que os fracos recursos económicos são sempre uma barreira difícil de ultrapassar. Mas a união faz a força; e é a união que falta ao concelho de Salvaterra de Magos. Atreva-se a sair mais vezes do seu Gabinete e encare a realidade. Certamente que a conhece melhor do que qualquer um de nós. E certamente poderá fazer MUITO MAIS do que qualquer um de nós. Com todo o respeito e consideração,
Abílio Ribeiro