"A paixão é necessária para qualquer grande obra, e para a Revolução a paixão e a audácia são precisas em grande quantidade". CHE GUEVARA Sierra Maestra, 1958 Nelson Daniel Guerra em verdadepolitica.blogspot.com anda apreensivo connosco e com o nosso silêncio. Ele que tinha prometido não dar importância ao nosso Blogue, nem aos militantes socialistas que apoiaram o Rui Moreira, pelos vistos anda indignado por não lhe darmos importância. Ou melhor, anda furioso por nós lhe darmos apenas a importância que ele tem, que é nenhuma. O que o Nelson Guerra queria era GUERRA, mas nós em "Salvaterra é mesmo fixe!" estamos em Paz. Mas isso não invalida que estejamos desatentos ao que se passa no nosso concelho. E tal como Alberto João Jardim faz na ilha da Madeira, que trata os continentais como se fossem cubanos, Nelson Guerra utiliza exactamente a mesma verborreia. Ora vejamos o último texto do Nelson Guerra: «De há uns tempos para cá, tem reinado um silêncio ensurdecedor no seio dos revolucionários cubanos. Então, temos alguma fuga. É que estamos a perder muito gás". Nós apelidados "revolucionários cubanos" estamos tranquilos a apreciar uns Cohibas hechos a la mano e a preparar-nos para uma campanha autárquica que promete ser dura e longa. Temos as nossas consciências tranquilas. Não fugimos para Sierra Maestra. Andamos em Paz e atentos ao que se passa no concelho de Salvaterra de Magos. Mas voltamos a repetir que não pretendemos ser senhores da verdade política do nosso concelho. E já agora uma recomendação final, não percam muito gás com o nosso silêncio e desprezo, pois vão necessitar dele para a campanha eleitoral. É que as verdadeiras revoluções também se preparam em silêncio e com serenidade. Continuaremos leais às nossas convicções e acreditamos que as próximas eleições autárquicas em Salvaterra de Magos vão ser uma verdadeira Revolução. Enquanto os cães de guarda forem latindo por tudo e por nada, a caravana vai passando. E tal como dizia o comandante CHE: "Hasta la victoria final. Siempre!". José Peixe Para Comentar: salvaterraefixe@hotmail.com |
Caríssimo José Peixe,
É bom saber que a internet tem destas coisas; encurta distâncias e, quando menos se espera, serve de ponto de encontro para os amigos. Conheço-te há tempo suficiente para saber quais os propósitos e os ideais que te levam a criar um espaço de reflexão como o «Salvaterra é Fixe!». Não estou espantado pela iniciativa: afinal, já te conheço e sei que és pessoa para meteres mão à obra quando é preciso. E é justamente o caso, pois Salvaterra de Magos está paralisada. Os sintomas são sobejamente conhecidos: o concelho parou no tempo e não há uma política objectiva em termos de projectos. Ana Cristina Ribeiro, à "boleia" do Bloco de Esquerda, teve a ousadia (permite-me a ironia) de tirar o concelho do mapa. A Barragem de Magos (só para citar um exemplo) não passa hoje de um sítio vago de memórias que, em tempos, serviu como zona de lazer a tantos forasteiros. E a cultura?! Tudo se resume ao folclore. Não temos uma única sala de cinema em Salvaterra. Já nem falo de outros espaços que, mesmo assim, poderiam ser aproveitados para a realização de iniciativas culturais (e não falo daquelas que só servem para a Srª Presidente aparecer). Falo de teatro, por exemplo. Glória do Ribatejo chegou a ser palco para a estreia nacional da peça «Faca nas Galinhas», levada à cena pelos Artistas Unidos. Não conheço, sequer, um roteiro que contemple zonas imensamente ricas como o Escaroupim ou mesmo os Concheiros de Muge. Aliás, alguém sabe o estado actual dos Concheiros? A verdade dói, mas tem de ser dita. Nestes últimos anos, Salvaterra apenas viu crescer o caos urbanístico, aliado à política do alcatrão. Como se uma estrada pavimentada fosse a maior das obras algumas vez feita... Não vou mais longe: basta olhar para Almeirim e constatar o óbvio. O concelho almeirinense cresceu (ordenadamente, entenda-se), criaram-se espaços verdes, o comércio está bem vivo e a Sopa da Pedra serve, ainda hoje, de alavanca para atrair turistas. E o que temos nós? Um mês dedicado à enguia. Onde, até aí, falta criatividade para criar iniciativas que levem o nome de Salvaterra bem longe. Não basta a Srª Presidente ir ao programa do Herman, na SIC, vender o seu «peixe» (a enguia, neste caso). É que corre-se o risco de confundir uma iniciativa concreta com propaganda eleitoral... O povo não é estúpido. E as próximas autárquicas podem ser a prova disso mesmo. Um grande abraço sincero.
Abílio Ribeiro e recomenda-se