SATURADOS DE UMA MAIORIA BLOQUISTA E CONTRA CANDIDATOS COM O REI NA BARRIGA
«Portugueses - pequenos, obscuros, sem nenhuma espécie de significação ou de influência no movimento das ideias ou no movimento dos factos universais - não nos cabe indagar se nos convém repelir ou propagar a nova lei que a revolução dos grandes centros da política ou do pensamento humano nos trouxer na mão. Pouco importa o nosso voto, o nosso juízo ou a nossa vontade! A nossa única missão, improrrogável e fatal, é submetermo-nos, e aceitá-la. Não é somente a França que está na revolução: está nela a Itália, a Alemanha, a Rússia, a espanha; está nela a Europa inteira. Nos espíritos das consciência da geração a que pertencemos tange um rebate universal». Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão in "As Farpas", Maio de 1871
O concelho de Salvaterra de Magos está a necessitar de uma Revolução. Uma Revolução que possa pôr um ponto final desta maioria bloquista que nos (des)governa à quatro anos. Uma maioria que se tem limitado a gerir os ventos favoráveis do eleitorado. Um eleitorado que começa a acusar uma certa saturação. As pessoas estão à espera das próximas Eleições Autárquicas na esperança que elas lhes tragam novidades políticas. Novidades culturais. Novidades... Se em 1871 Ramalho Ortigão e Eça de Queiroz apelavam a um rebate universal, nós aqui em «Salvaterra é mesmo Fixe!», durante a campanha eleitoral, vamos incentivar a um rebate concelhio. Vamos apostar numa mudança. Jamais apoiaremos políticos seguidistas que só conduzem a derrotas pesadas e a humilhações públicas. Jamais apoiaremos candidatos que julgam ter o Rei na barriga. Jamais diremos SIM só porque os outros também disseram. Isso nunca! José Peixe
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Para que a tão aclamada «REVOLUÇÃO» aconteça no concelho de Salvaterra de Magos, é preciso que haja vontade e empenho suficientes. E, aqui, a OPOSIÇÃO tem uma palavra a dar: não só deve refutar veementemente o trabalho (ou a ausência dele) de Ana Cristina Ribeiro, como tem a obrigação de incentivar um debate sério e esclarecedor do que realmente se passa em Salvaterra.
Este é justamente o «timming» certo para dar azo à tão aguardada discussão (antes que seja tarde demais). A atitude crítica que se quer de uma oposição (seja ela qual for) não pode ser posta em prática somente nos 15 ou 20 dias que antecem as autárquicas.
Talvez seja este o actual paradigma dos partidos que se opõem à política do Bloco de Esquerda: não basta atacar; é preciso saber atacar. Tal como nos revela a sabedoria popular: antes de se colherem os frutos, é necessário cuidar da árvore...
Ainda para mais, não deve ser muito difícil ser-se oposição em Salvaterra de Magos: cultura, ambiente e desemprego são apenas algumas palavras-chave com que os candidados deverão debruçar-se. E não é necessário ter um dom especial para fazer ver, aos olhos os eleitores, que, nestas matérias, os actos de Ana Cristina Ribeiro ficaram aquém do desejável.
Abílio Ribeiro